10 dicas para manter a jogatina mesmo com um recém nascido em casa

Um recém nascido demanda muito trabalho e atenção, principalmente para a mãe que está amamentando. É 24h de dedicação exclusiva a esse novo personagem que entrou no jogo. É difícil encontrar tempo para necessidades básicas como comer, dormir e ir ao banheiro, principalmente nos primeiros dias. Tem como pensar em jogatina depois da chegada desse novo player?

Enquanto eu estava grávida as pessoas questionavam como eu faria para manter a jogatina viva e eu dizia: "tranquilo demais, nos primeiros meses ele só come e dorme mesmo, melhor momento, quando começa a mexer nas coisas que vai ser difícil". O que eu não sabia era que quando o bebê finalmente dormisse eu só iria querer saber de dormir, quem sabe comer ou quem sabe tomar banho, o que fosse mais urgente.

Minha primeira partida depois que o neném chegou foi de Dungeon Fighter, quase um mês depois do nascimento, durante um dos raros cochilos prolongados à tarde, na casa da vovó. Depois disso consegui jogar uma partida de Power Grid em casa, com o bebê de 1 mês e meio acordado.

Sonho com o dia que poderei ensinar ao meu pequeno a jogar comigo, mas enquanto esse dia não chega precisamos pensar em como fazer para não deixar que a jogatina morra.

Eu e meu marido estabelecemos um dia da semana para ter uma gamenight, só nós dois. Além disso, nos domingos sempre levo um ou dois jogos para a casa da minha mãe, que também adora um boardgame. Como tornar o jogo possível com o recém nascido? Vou apresentar para vocês algumas dicas do que vem funcionando aqui em casa.

#1 Jogar jogos que não exigem as duas mãos livres
Com um bebê pequeno em casa aprendemos a fazer tudo (ou quase tudo) com apenas uma mão livre. Sendo assim, é interessante que a jogatina não inclua um jogo que exija mais que isso.

#2 Jogar enquanto o bebê está dormindo
O momento mais óbvio para iniciar uma partida é quando o bebê está dormindo e finalmente temos um tempinho para nós mesmos. Se o bebê tem uma rotina de sono bem estabelecida, fica fácil planejar o jogo. Aqui em casa o Arthur (2 meses) dorme todos os dias às 19:30, o que me dá algumas horas para curtir com o maridão. 

#3 Jogar com o bebê no colo
Se o bebê está acordado, temos algumas opções para que o jogo continue, entre elas jogar segurando-o no colo. Bebês muito novos ainda não seguram as coisas, mas devem ficar encantados com as cores e a quantidade de coisas na frente dele, o que garante alguns minutos de paz para raciocinar na jogada.

#4 Jogar com o bebê na cadeirinha de descanso ou no carrinho de passeio ao lado
O braço doeu de segurar o bebê no colo? Simples, coloque-o em um carrinho ou cadeirinha de descanso do seu lado, com algum móbile pendurado à sua frente. Lembre de dar um pouco de atenção para o bebê, isso vai mantê-lo quietinho por mais tempo.

#5 Jogar enquanto amamenta
O neném começou a chorar? Nada impede que a mamãe o alimente enquanto ainda participa do jogo.

#6 Jogar enquanto anda pela casa
Aqui em casa o Arthur adora que caminhamos com ele pela casa, muitas vezes é a única maneira de acalmá-lo. Se o seu bebê começou a chorar no meio do jogo, levante-se da mesa e caminhe com ele um pouco, dependendo do jogo não há nem necessidade de parar a partida, se você não for para muito longe da mesa.

#7 Jogar com o bebê no sling
Uma boa maneira de manter o bebê tranquilo e ter ambas as mãos livres é colocá-lo em um wrap sling. Esse pedaço gigante de pano é amarrado no seu corpo, mantendo o bebê bem juntinho de você. Os bebês amam e ficam horas na paz, enquanto você consegue fazer todos os movimentos necessários durante o jogo. A desvantagem e que fica quente pra caramba.


#8 Jogar enquanto um parente toma conta do bebê
Se você tem o privilégio de deixar o neném com alguém por algumas horas, então aproveite! No meu caso, o Arthur ainda é muito novo e não passa mais de 1 hora longe de mim, sem começar a chorar horrores.

#9 Jogar em turnos online
Descobrir o Boardgame Arena foi uma benção para mim. Participo de váaarias mesas ao mesmo tempo, sempre com partidas em turnos. Desta forma, quando tenho um tempinho, sempre tem alguma (ou várias) mesas esperando que eu faça o meu movimento.



#10 Misture todas as outras dicas
Para jogar um jogo mais pesado e demorado, provavelmente você terá que misturar todas ou várias dessas dicas. Uma hora o bebê está tranquilo no colo, outra ele começa a chorar e você caminha com ele, quando acalma você o coloca no carrinho ou amarra em você, quando ele tem fome você amamenta e assim vai. Dá trabalho, mas o que não pode é perder a paciência e a força de vontade.


Space Alert - Resenha + Gameplay

Em Space Alert, os jogadores representam uma tripulação, que viaja pela galáxia em uma pequena espaçonave para coletar informação sobre ameaças da região. Porém, precisam voltar inteiros com essas informações. Para isso, devem se defender de ameaças internas e externas que aparecem durante essa viagem. O único objetivo é sobreviver, não necessariamente destruir as ameaças encontradas.

Ficha do Jogo
Ano: 2008
# de jogadores: 1 a 5
Tempo de setup: 10min
Tempo de jogo: 30 minutos
Dependência de idioma: pouco texto, facilmente memorizável
Categoria: Cooperativo
Mecânica: programação de ações/administração de cartas

Vídeo
Visão Geral + Gameplay

Resenha
Visão Geral
O tabuleiro representa a espaçonave que devemos comandar. A espaçonave é dividida em três regiões diferentes, distinguidas pelas cores vermelho, branco e azul. Cada região possui um convés superior e inferior. Durante o jogo, nos movimentamos por essas regiões, utilizando as cartas de ação/movimentação, acionando canhões, levantando escudos e administrando a energia que mantém tudo isso funcionando. Essa energia é representada pelos cubos verdes espalhados pelo tabuleiro. O avanço das ameaças externas são controladas por marcadores de turnos nos três tracks que são colocados na frente de cada região da nave, indicando as ameaças que se aproximam em cada cor. O jogo vem com 7 faixas de movimentação como essas, que adicionam muita rejogabilidade ao jogo, assim como o grande deck de ameaças internas e externas.


Como Jogar
O jogo é dividido em duas fases. A primeira fase tem exatamente 10 minutos de duração. É nessa fase que colocamos um áudio para tocar e um computador nos mantém informados sobre quais ameaças precisaremos enfrentar e em quais turnos elas aparecerão. Baseado nas informações que o computador nos passa, precisamos planejar e sincronizar nossas ações. Para isso utilizamos as cartas de ação/movimentação, fazendo uma programação de ações. As cartas são colocadas fechadas nos tabuleiros individuais de cada jogador, na sequência em que as ações deverão ser realizadas. Com toda a discussão que acontece, é fácil cometer um erro e programar a ação errada no momento errado, o que atrapalha toda a missão. Depois que o computador informa que a operação foi finalizada, começamos a fase de resolução. Nesse momento acompanhamos tudo o que aconteceu, mas não podemos fazer nenhuma alteração nas ações programadas, basicamente observamos se deu certo ou se nos ferramos.

Avaliação Pessoal
Jogo simplesmente sensacional! Tanto, que jogamos no mesmo dia cerca de 10 partidas seguidas! O jogo se desenvolve extremamente rápido (10 minutos de planejamento e 15 minutos para a resolução) e todo o fim de partida, principalmente se a missão falhou, dá vontade de tentar de novo. O jogo é lindo, colorido, e os componentes são de alta qualidade. A rejogabilidade é altíssima, devido a quantidade de fatores aleatórios determinados durante o setup. Nenhuma partida poderá ser planejada baseado no que aconteceu na anterior. O manual é bem escrito e divertido e te apresenta as regras e os diferentes componentes do jogo de maneira gradativa, adicionando cada vez mais complexidade, até que estejamos preparados para uma missão de verdade.

Com cinco jogadores achei que ficou muito caótico e algumas coisas podem ser deixadas para o acaso, devido a dificuldade de sincronizar as ações de tantas pessoas. Mesmo assim, o jogo não perde na diversão. Fiquei surpresa como o jogo funciona bem com dois jogadores (eu até preferi assim), ainda é desafiador e o caos é bastante reduzido, não tem mais aquela gritaria na mesa.

Como ponto negativo, eu apontaria o fator punitivo do jogo, que pode ser bem frustrante. Uma carta jogada errada no início da programação, praticamente condena a nave à destruição. Além disso, o preço veio bem salgado (típico Devir), mas vale a pena ter na coleção.

Aprovadíssimo.

Sábado letivo na escola: vamos jogar jogos de tabuleiro?

Os benefícios dos jogos de tabuleiro

O jogo sempre esteve presente ao longo do nascimento e expansão de diversas civilizações. A ideia de usar um jogo para refletir sobre problemas do mundo real remonta a pelo menos 3000AC, ao jogo chinês Wei-Hai (Go), um jogo estratégico abstrato em que cada jogador busca cercar mais territórios que o seu adversário. Go era considerado uma das quatro artes essenciais na cultura escolar da China aristocrática e ainda é considerado o jogo de tabuleiro mais antigo que ainda é jogado nos dias de hoje.

O interesse no uso de jogos e simulações nas escolas é crescente e antigo. Os jogos podem ser utilizados no ensino de geografia, história, ciências da natureza, matemática, estudos sociais, religião ou política. Na verdade, em quase qualquer conteúdo. Esses jogos podem aparecer em uma variedade de formatos, podem ser jogos de cartas ou jogos de tabuleiros, clássicos, como dama e xadrez, ou jogos de tabuleiro modernos. Além desses formatos mais conhecidos, o jogo de interpretação de papéis (RPG) também vem quebrando preconceitos e ganhando espaço na escola.

Muitos jogos podem envolver os estudantes em tomadas de decisões e/ou na comunicação ou na negociação com outros jogadores. Desta forma, a competição exige habilidades como a leitura dos movimentos dos adversários e estimula a criatividade para reagir a essas situações. O objetivo dos jogos ou das atividades lúdicas nas escolas não deve se resumir a facilitar que o estudante memorize conceitos, mas sim a incentivar o raciocínio, a reflexão, o pensamento e, consequentemente, a construção do conhecimento.
Partida de The Resistance
Diversas pesquisas apontam vários benefícios sociais e cognitivos envolvidos ao jogar jogos de tabuleiro. Não apenas os jogos educativos, mas TODOS os jogos. Dra. Silvia Bunge, neurocientista da Universidade de Berkeley, estuda a muito tempo o desenvolvimento da inteligência nas crianças. Um de seus estudos envolveu um grupo de estudantes que foram convidados a ficar na escola depois do horário para jogar jogos de tabuleiro e video games, selecionados pelos pesquisadores. Os estudantes jogavam jogos duas vezes na semana, durante 1h e 50min. Depois de apenas oito semanas, os pesquisadores identificaram um aumento na velocidade de raciocínio dos estudantes de 27%-32%, resultando em um aumento no QI desses estudantes.

Nosso cérebro é como um músculo, quanto mais exercícios fizermos com ele, mais ele conseguirá alcançar. SOARES (2013), apoiado em ideias piagetianas, pressupõe que o jogo causa o desenvolvimento do ser, em um ciclo vicioso positivo, no qual o jogo leva ao desenvolvimento, e esse leva a outros jogos mais complexos. A medida que os jogos vão se tornando mais elaborados, por meio de novas construções, novos jogos, exige-se um maior trabalho efetivo e maior complexidade. O autor ressalta que, durante todos esses processos, o sujeito não tem consciência de que esta havendo aprendizagem. Ele brinca, diverte-se e joga, simplesmente porque é prazeroso.

Além de estimularem a agilidade e raciocínio, jogos e atividades lúdicas ajudam no desenvolvimento de habilidades sociais em crianças, adolescentes e adultos. Neste artigo, os autores defendem que os jogos podem desenvolver importantes habilidades sociais, como a comunicação verbal, o compartilhamento, a espera, e o prazer na interação com os outros.

Chia-Jung Wu e seus colaboradores desenvolveram uma pesquisa com estudantes Taiwaneses que estavam aprendendo inglês como língua estrangeira. Esses estudantes tinham baixo nível de habilidades de comunicação por falta de oportunidades para o uso da língua para uma comunicação genuína na sala de aula. Os autores estudaram o uso de jogos de tabuleiro para promover esse ambiente de comunicação e os resultados confirmam que esses jogos ocasionam uma imersão contextual relevante, encorajando a comunicação e resultando na melhora dessa habilidade nos estudantes.

Estudo após estudo vem confirmando os diversos benefícios dos jogos para todos, crianças adolescentes e adultos. Levando em consideração esses benefícios, precisamos pensar em projetos para engajar nossos estudantes em atividades lúdicas que oportunizem o desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas.
Partida de CV

O sábado letivo de jogos

A indústria dos jogos de tabuleiro vem crescendo vertiginosamente nos últimos anos, tando no mundo, quanto no Brasil. Quantos jogos de tabuleiro você conhece? O site Board Game Geek, especializado em jogos de tabuleiro e cartas, possui mais de 85 mil jogos cadastrados, rankeados pelos usuários nessa lista. Quando falamos em jogos de tabuleiro modernos, não estamos nos referindo aos clássicos como xadrez e dama, ou a jogos mais novos com a mecânica simplista de "rolar o dado e movimentar o peão".

Existem diversas mecânicas e categorias de jogos. As mecânicas do jogo e seu design variam com sua complexidade, fazendo com que os jogos modernos possam ser classificados de acordo com seu "peso". Jogos leves possuem mecânicas mais simples e regras fáceis de serem ensinadas e aprendidas, são jogos ideais para apresentar a novos jogadores. Existem ainda jogos médios e pesados, devido a quantidade de regras, componentes e variáveis que alteram a complexidade do jogo.

Tendo em vista os benefícios cognitivos e sociais dos jogos de tabuleiro e buscando a disseminação desse hobby, ainda pouco conhecido, desenvolvemos um projeto pedagógico com o objetivo de aproveitar alguns sábados letivos, previstos em calendário escolar, para que os estudantes tenham a oportunidade de conhecer e jogar uma diversidade de jogos de tabuleiro modernos.

Devido a muitas paralisações , nas escolas do estado de Minas Gerais, durante esse ano (2016), quase todos os sábados, de outubro a dezembro, serão ocupados com reposições de carga horária. Para atrair os estudantes à escola nesses dias, precisamos de projetos que chamem sua atenção e despertem seu interesse.

Para o sábado do dia 01/10/2016 convidei os estudantes para uma manhã de jogos na escola. Compareceram à escola pouco mais de 30 alunos. Cerca de 20 estudantes se interessaram em conhecer algum jogo. Com os estudantes interessados montamos várias mesas com diferentes jogos sendo jogados simultaneamente. Os jogos que foram para a mesa foram: Sheriff of Nottingham, Robo Rally, Colonizadores de Catan, Ticket to Ride: Europa, Saboteur, Fluxx, CV, The Resistance e o clássico Xadrez. Esses jogos pertencem à minha coleção particular e, para ajudar na explicação das regras, levei à escola alguns voluntários como monitores. Os estudantes que compareceram já perguntam se no próximo sábado terá mais.

Além dos sábados letivos de jogos, os estudantes serão desafiados a se juntar em grupos e desenvolver seus próprios jogos de tabuleiro, com temáticas que envolvam as disciplinas de química, física ou biologia. Os grupos serão orientados pelo professor de artes, os professores das ciências da natureza e de português. O projeto ainda está em movimento e seus resultados serão divulgados aqui.

Para mais artigos sobre o uso dos jogos de tabuleiro modernos na escola fique ligado no nosso blog e curta nossa página no Facebook.

Além de artigos nessa linha postamos resenhas sobre os jogos mais recentes lançados no Brasil. As resenhas incluem a visão geral, as regras, o gameplay e minha humilde opinião sobre cada jogo. Se inscreva no nosso canal do Youtube.




Lords of Scotland - Resenha + Gameplay

Em Lords of Scotland, cada jogador representa um lord da Escócia tentando ganhar lealdade dos diversos clãs que dividem esse país, afim de se tornar o próximo rei/rainha! Para ganhar a lealdade dos sectários, precisamos vencer escaramuças, pequenas batalhas, até que alguém alcance a pontuação necessária para ascender ao trono. Este artigo contém as regras, o gameplay e minha humilde opinião sobre esse pequeno grande jogo.

Ficha do Jogo
Ano: 2010
# de jogadores: 2 a 5
Tempo de setup: 1min
Tempo de jogo: 30 a 60 minutos
Dependência de idioma: pouco texto, facilmente memorizável
Categoria: Card Game
Mecânica: set colection/administração de cartas na mão

Vídeo
Visão Geral + Gameplay

Resenha
Componentes
Esse jogo é composto por um baralho de 98 cartas, contendo 8 conjuntos de 12 cartas, representando os oito diferentes clãs da Escócia, além de duas cartas adicionais do clã real. Cada clã possui uma habilidade especial diferente que pode ou não ser ativada quando aquela carta é colocada em jogo. Além das cartas, a caixinha do jogo contém nove fichas com os símbolos dos três clãs com habilidades com efeito apenas no fim da escaramuça e um marcador de primeiro jogador, em formato de uma espada colorida. As fichas de clã são usadas quando algum jogador ativa a habilidade do clã Scott, que copia a habilidade de outro clã, a ficha do clã copiado é colocada em cima da carta ativada.
Objetivo
Para vencer as escaramuças, necessárias para conquistar a lealdade dos sectários, precisamos juntar seguidores, formando nosso exército de batalha. No final da escaramuça (composta por cindo rodadas), aquele jogador que tiver à sua frente o exército mais forte venceu a batalha e pode escolher um sectário para adicionar à sua pilha de pontuação. Quando alguém atingir 40 pontos em sectários, o jogo é encerrado.

Como jogar
No seu turno, o jogador pode adicionar um seguidor ao seu exército, selecionando uma carta de sua mão e colocando-a na mesa, ou recrutar um guerreiro, pegando uma das cinco cartas (aberta ou fechada) do centro da mesa e adicionando-a a sua mão. Quando adiciona um seguidor à sua frente, se não houver nenhum outro seguidor em jogo com o valor numérico MENOR que o que acaba de ser adicionado, então a habilidade do clã em questão PODE ser ativada. Depois de cinco rodadas a escaramuça se encerra e os pontos são contados. A força do exército equivale à soma dos valores numéricos nas cartas de seguidores colocadas em jogo. Se o seu exército possuir apenas seguidores do mesmo clã, então sua pontuação é dobrada. O vencedor da batalha escolhe um dos sectários disponíveis para adicionar à sua pilha de pontuação, seguido do segundo colocado e assim sucessivamente, até que todos jogadores, que recrutaram seguidores, peguem um sectário, ou até que não haja mais sectários disponíveis. Para detalhes de regras e descrição das habilidades de cada clã, assista o gameplay no vídeo acima.

Avaliação Pessoal
Eu amei esse jogo por diversos motivos:
1º) Sindo muito, mas eu sempre julgo um livro ou um jogo antecipadamente pela capa (shame on me). No caso desse jogo, ele é tão atraente e convidativo que não tem como não cair de amor à primeira vista. A caixa é linda e de material excelente e quando você a abre não se decepciona, as cartas e as pequenas fichas também possuem uma arte lindíssima e por isso só já dá vontade de jogar. A repaginada que deram da última edição para essa foi realmente incrível.
2º) O gameplay é dinâmico e o jogo flui sem interrupções. As diferentes habilidades das cartas e a mecânica de utilizá-las apenas em certos momentos, adiciona um nível estratégico incrível para um joguinho tão pequeno. Além disso há uma tensão muito grande, porque o jogo abre espaço para muita interação e furação de olho entre os jogadores.
3º) Funciona muito bem com dois jogadores, acho que o número ideal é três, mas com duas pessoas o jogo não perde em nada e ainda flui mais rápido do que acima de três, o que melhora a experiência.
4º) O preço está ótimo se comparado a outros jogos de cartas que foram recentemente lançados. Se você só pode comprar um joguinho por menos de R$100 nesse mês, esse é o jogo.

Em suma, adicionado à minha seleta coleção, é um jogão dentro de uma belíssima caixinha.

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Flip City - Resenha + Gameplay


Flip City é um jogo de construção de baralho, em que os jogadores competem para construir a cidade mais próspera. Os edifícios e regiões de sua cidade são representados pelas cartas que são adicionadas ao seu deck. Esse pequeno jogo foi trazido ao Brasil pela PaperGames e pode ser facilmente encontrado em diversas lojas. Nesse post contemplamos a visão geral do jogo, suas regras e um gameplay completo com dois jogadores, essa semana foi a vez de alugar o meu irmão para gravar comigo. Vamos dar uma conferida nesse pequeno filler.


Ficha do Jogo
Ano: 2014
Rnk bgg: #1519
# de jogadores: 1 a 4
Tempo de setup: 1min
Tempo de jogo: 30-50min
Dependência de idioma: moderado
Categoria: Card Game
Mecânicas: Construção de baralho/push your luck

Vídeo
Visão Geral + Gameplay


Visão Geral
Flip City é composto por 86 cartas. As cartas representam as diferentes regiões ou construções que podem ser adicionadas ao seu baralho. Existem seis diferentes tipos de carta, sendo que todas possuem dois lados. O verso da carta representa a evolução daquele edifício ou região, por exemplo, uma área residencial pode ser evoluída futuramente para uma área de apartamentos, ou quem sabe sua pequena loja de conveniência pode se transformar em um shopping center.



Cada jogador inicia o jogo com o deck idêntico: quatro áreas residenciais, uma loja de conveniência, uma fábrica, um hospital e um parque. O turno de cada jogador é dividido em duas fases: a fase de jogar cartas e a fase de construção. Na fase de jogar cartas você pode olhar para a próxima carta do seu baralho e decidir se quer ou não colocá-la em jogo, se nesse processo você acumular muitas insatisfações (3 carinhas tristes - símbolo no canto inferior esquerdo da carta), seu turno termina imediatamente e todas as cartas jogadas são descartadas. Todas as cartas possuem um efeito especial quando estão em jogo, portanto, o jogador do turno precisa estar atento a esses efeitos. Quando decidir parar de jogar cartas, você deve somar quanto de impostos (símbolo de dinheiro no canto inferior esquerdo das cartas) conseguiu coletar nesse turno, com esse dinheiro você pode adquirir novas cartas ou evoluir uma carta que esteja na sua pilha de descarte. O preço que precisa ser pago para comprar uma nova carta é indicado no canto superior direito da carta, enquanto o custo para evoluir uma carta para seu verso é mostrado no canto inferior direito da carta.


O jogo termina quando um jogador consegue acumular oito pontos de vitória nas cartas em jogo. Ou quando consegue jogar 18 cartas e houver ao menos uma loja de conveniência entre as cartas jogadas. 

Avaliação Pessoal
O jogo é bem simples e portanto é fácil de explicar e ser jogado, porém a partida pode se tornar longa e cansativa de mais para um filler. A interação entre jogadores se resume a você ficar assistindo os outros jogarem e torcer para que eles se ferrem. Desta forma, uma partida com quatro jogadores pode se tornar extremamente cansativa, já que durante o turno dos seus amiguinhos não tem como você planejar o que fará na sua vez e não há qualquer interação com os outros jogadores. Ou seja, é um jogo "solo-multiplayer" e esse tipo de jogo não me agrada.


Village - Resenha + Gameplay


Em Village, cada jogador representa uma família vivendo harmoniosamente em uma pequena vila. Durante o jogo, nossa família vai crescendo e, como é natural da vida, os mais velhos vão falecendo, mas não antes de exercer sua influência nas diversas esferas sociais, como a igreja, a política e o comércio. Ao final do jogo a família mais bem sucedida é a vitoriosa e, claro, o sucesso da sua família é medido em seus pontos de vitória. Neste post juntamos dois vídeos, nos quais vocês encontrarão tudo sobre esse jogão. No primeiro vídeo, todas as regras são explicadas detalhadamente, os componentes são apresentados com detalhes e o setup para o gameplay é montado. No segundo vídeo as regras são apresentadas resumidamente no início (visão geral) e filmamos um gameplay completo de uma partida com quatro jogadores.

Ficha do Jogo
Ano: 201
Rnk bgg: #90
# de jogadores: 2 a 4
Tempo de setup: 5min
Tempo de jogo: 60-90min
Dependência de idioma: nenhuma
Categoria: Eurogame
Mecânicas: worker placement/set collection

Vídeos
Como Jogar
Visão Geral + Gameplay
Visão Geral: 00:00:00 a 00:14:00
Gameplay: 00:14:00 a 00:57:00



Munchkin Panic - Resenha + Gameplay


Munchkin Panic é um híbrido de Munchkin e Castle Panic. Castle Panic é um jogo completamente cooperativo, em que precisamos defender as torres de um castelo contra hordas de monstros que descem da floresta. Em Munchkin Panic temos basicamente a mesma coisa, porém ao final do jogo, se conseguirmos defender o castelo com sucesso, um entre nós será declarado o vencedor dentre os vencedores. Munchkin Panic é, portanto, um jogo semi-cooperativo, nosso objetivo é o mesmo, mas não estamos interessados em dividir o loot com ninguém. Esse jogo foi recentemente lançado pela Galápagos jogos, sem muito alarde e com um preço acessível. Será que vale a pena? Confira nossa visão geral das regras, gameplay completo com quatro jogadoras e opinião sobre o jogo.

Ficha do Jogo
Ano: 2014
Rnk bgg: #3625
# de jogadores: 1 a 6
Tempo de setup: 5min
Tempo de jogo: 45 a 60min
Dependência de idioma: moderada
Categoria: Semi-cooperativo
Mecânicas: administração de cartas

Vídeo - Visão Geral + Gameplay
Visão Geral: 00:00:00 a 00:14:00
Gameplay: 00:14:00 a 00:54:00


Resenha
Em Munchkin Panic, precisamos defender as torres de um castelo contra monstros que descem da floresta. O jogo termina em duas situações: somos vitoriosos se conseguirmos nos livrar de TODOS os monstros do jogo e pelo menos uma torre do castelo ainda estiver de pé; perdemos o jogo se todas as torres forem derrubadas.

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Cada monstro é representado por uma ficha triangular que possui seu status de vida marcado em cada uma das vértices desse triângulo. Quando causamos dano ao monstro, simplesmente giramos sua ficha com seu ponto de vida atual apontando para o castelo. Cada monstro carrega consigo certa quantidade de tesouro, representado por pontos dourados do lado ou abaixo dos seus pontos de vida, cada ponto representa a quantidade de cartas de tesouro que você pode comprar, caso mate aquele monstro.


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Para matar, ou infligir dano aos monstros, utilizamos cartas de ataque, itens, poções e cartas especiais presentes nos decks de cartas de castelo ou de tesouro. As cartas de castelo incluem as cartas de ataque, como cavaleiros, arqueiros, espadachins e heróis, que são utilizados para causar um ponto de dano cada em um monstro dentro de seu alcance, por exemplo, um cavaleiro verde acerta monstros no anel de cavaleiros na região verde do tabuleiro. No deck de cartas de tesouro, podemos encontrar itens e poções que podem ser "equipadas" pelos nossos atacantes para infligir mais pontos de dano.


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Quando o monstro acerta a muralha, ele destrói essa estrutura e recebe um ponto de dano. Se continuar vivo, na próxima rodada ele destrói uma torre, leva outro ponto de dano e entra no anel do castelo, onde não pode ser atingido por nossas cartas comuns de ataque. Uma vez dentro no castelo, o monstro se move em sentido horário, derrubando todas as torres que encontra até que morra ou que seja retirado dali pelo efeito de uma carta especial. Ao final da partida contamos os pontos dos monstros que cada jogador matou e aquele com mais pontos é considerado o vencedor dentre os vencedores.

Avaliação Pessoal
Jogo interessante e divertido, acho que o casamento entre os dois jogos ficou bom e Munchkin deu uma apimentada ao Castle Panic. A tensão entre a cooperatividade e a competitividade do jogo leva a várias discussões interessantes. Recomendo fortemente jogar escondendo os troféus (corpos dos monstros que cada um matou), para evitar aquele momento em que o jogador prefere não ajudar a matar aquele último monstro porque sabe que o outro está na frente e resolve ser o babaca que pensa que se ele não vai vencer, ninguém mais vence. As cartas de maldição e de trolagem dão aquele toque Munchkin no jogo, sem atrapalhar o desenvolvimento do seu foque principal, que é proteger o castelo. Recomendo pela diversão e pelo preço que veio convidativo, se for comparado com o que estamos presenciando por aí. O jogo acompanha uma mini expansão chamada de "Mais Munchkin", nessa versão o jogo se torna completamente competitivo e foda-se o castelo, o negócio é matar mais monstros que o outro. Não gostei muito desse módulo, pois achei que o jogo perde seu DNA Castle Panic e se aproxima mais de puro Munchkin e eu acho o Munchkin puro melhor que essa versão com o tabuleiro de Castle Panic.

Red7 - Visão Geral + Gameplay


Nessa resenha, apresentamos o segundo filler da semana, o jogo Red7, recente lançamento no Brasil pela Papergames. Nesse tópico você encontrará tudo que precisa para começar a jogá-lo ou para se decidir se vale a pena comprá-lo ou não. Na visão geral, explicamos a mecânica do jogo para os modos básico e avançado, com ou sem a variante opcional sugerida no livro de regras. No gameplay jogamos a versão básica sem a variável opcional e em seguida com essa variável.

Ficha do Jogo
Ano: 2014
Rnk bgg: #458
# de jogadores: 2 a 4
Tempo de setup: 1min
Tempo de jogo: 5 a 10min
Dependência de idioma: pouco texto
Categoria: Card Game
Mecânicas: administração de mão/Set collection

Vídeo
Visão Geral: 00:00:00 a 00:08:22
Gameplay: 00:08:22 a 00:26:08

Avaliação Pessoal
Gostei do jogo, é rápido e divertido e envolve um pouco de estratégia no meio de muita sorte. Jogando com a variável das ações nas cartas ímpares o jogo adquire uma complexidade muito maior, não permitindo mais que você jogue qualquer carta e dependa simplesmente da sorte para vencer. Gostei dos módulos, jogue no básico se quer apenas um joguinho rápido e divertido para passar alguns minutos, jogue no avançado se for jogar várias rodadas seguidas e adicione a variável dos ícones nas cartas ímpares se quiser adicionar complexidade e estratégia ao jogo. Adoraria que ele abrangesse mais jogadores, acho 2 a 4 muito limitado. Além disso, pessoalmente, sinto falta de temática no jogo, falamos em tela, cores e paletas, mas na verdade estamos jogando um jogo de baralho colorido, que me lembra Fluxx com Uno. No final das contas, joguei, gostei e jogaria mais vezes, mas não foi adicionado à minha coleção. Pra mim, é o tipo de jogo que eu jogaria se me chamasse para a partida, mas não que eu tiraria da minha estante e chamaria para jogar.

Matryoshka - Resenha + Gameplay


Nem só de jogos pesados e de caixa grande se compõe uma coleção, mas também de bons fillers. Jogos pequenos, divertidos e rápidos, que podem ser jogados antes de uma jogatina grande (para aquecer a galera), entre um jogão e outro (para descansar a mente) ou com a família em um domingão parado. Matryoshka é um desses jogos, rápido, divertido e fácil de ensinar.

Ficha do Jogo
Ano: 2016
Rnk bgg: #5135
# de jogadores: 3 a 5
Tempo de setup: 1min
Tempo de jogo: 20min
Dependência de idioma: nenhuma
Categoria: Card Game
Mecânicas: Set collection/troca

Vídeo
Visão Geral + Gameplay
Visão Geral: 00:00:00 a 00:07:27
Gameplay: 00:07:27 a 00:24:46


Resenha
Nesse jogo, somos colecionadores de Matryoshkas e estamos procurando completar nossa coleção de raras bonecas que foram separadas com o tempo. Para isso, nos reunimos a fim de tentar barganhar com outros colecionadores que possuem as peças que faltam na sua coleção. Nossas coleções ficam mais valiosas se conseguirmos juntar as sequências de Matryoshkas, aquelas bonequinhas bonitinhas que se encaixam uma dentro da outra. Além disso, diferentes tipos de Matryoshkas do mesmo tamanho também são bastante valiosas. Aquele jogador que ao final da partida tiver a coleção mais valiosa, medido em pontos de vitória, é o vencedor.
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O jogo é composto de dez coleções de Matryoshkas diferentes, cada coleção é formada por sete bonecas que são numeradas de um a sete. No seu turno você deve oferecer uma das bonecas da sua mão para os outros jogadores, que por sua vez te oferecem uma boneca em troca da sua. Você deve escolher uma das ofertas para aceitar. Depois que todos os jogadores tiveram a oportunidade de oferecer uma de suas cartas aos outros, começamos a fase de exibição, onde colocamos na mesa o que queremos que os outros colecionadores vejam que temos da nossa coleção. Ao final da primeira rodada exibimos quatro cartas, ao final da segunda exibimos seis, ao final da terceira oito e por fim exibimos toda a nossa coleção com 13 bonecas.


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Após a exibição final, fazemos a contagem de pontos para determinar qual jogador é o vencedor. A pontuação é feita de acordo com uma tabela que vale tanto para as cartas em sequência, quanto para as cartas de mesmo número, ou seja, pontuamos na vertical e na horizontal. No caso do exemplo acima a pontuação seria:
Horizontal: 2 + 16 (+3) + 4 = 25
Vertical: 2 + 2 + 4 +4 = 12
Total = 37 pontos
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Avaliação Pessoal
Gostei bastante desse jogo, a temática está presente e é imersiva, é muito bom tentar juntar sua coleção e há certa estratégia envolvida, principalmente no que se refere ao que exibir e o que deixar na mão. Essa mecânica de exibição gradativa da coleção e a troca de cartas é simples e genial. No geral o jogo cumpre com o seu propósito, fácil, rápido, divertido e por um preço justo. A única coisa que me desagrada é que não gosto quando o mínimo de jogadores é três, pois isso significa que vai ver menos mesa aqui em casa, já que não posso jogar no mano a mano com meu marido. É ruim ficar com vontade de jogar, mas ter que esperar a disponibilidade de um terceiro e quando esse terceiro aparece a concorrência de qual jogo escolher é grande e os fillers acabam ficando de lado. De qualquer maneira vai entrar para minha pequena e seleta coleção, pois foi o primeiro jogo que conseguimos convencer minha sogra de jogar e ao final do dia ela pediu para levar de novo na próxima visita.